O corpo abjeto em cena: desconstruindo o mito da beleza em Nojo (2020), de Divanize Carbonieri
Resumo
Este artigo propõe uma análise crítica da obra Nojo (2020), de Divanize Carbonieri, articulando-a com o “mito da beleza” de Naomi Wolf e o conceito de “abjeção” teorizado por Julia Kristeva e reinterpretado por Judith Butler. O objetivo é demonstrar como a narrativa opera uma desestabilização radical dos padrões hegemônicos de feminilidade, expondo a violência simbólica e material sobre corpos femininos dissidentes. A partir de uma análise ancorada na teoria feminista e nos estudos de gênero, conclui-se que Nojo transcende a função literária para se tornar um instrumento político de denúncia e resistência, desnaturalizando o mito da beleza como tecnologia de poder patriarcal e capitalista e reivindicando a visibilidade de corpos historicamente marginalizados e abjetizados.








