A reprodução como forma - um olhar sobre a literatura pós-autônoma e a influência da mídia
Resumo
A partir das reflexões de Josefina Ludmer (2007), este artigo aborda a literatura pós-autônoma, caracterizada por obras que, embora utilizem formas e gêneros literários tradicionais, ultrapassam os limites da literatura enquanto campo autônomo, abrindo-se à leitura como manifestação da realidade social e midiática contemporânea. A problematização centra-se na forma como a mídia influencia a produção, a circulação e a recepção dessas obras, afetando também a experiência leitora. O objetivo é discutir as relações entre literatura e mídia na contemporaneidade, com ênfase no romance Reprodução (2013), de Bernardo Carvalho, como objeto principal de análise. A metodologia consiste em uma leitura analítica e interpretativa da obra, à luz de conceitos teóricos relacionados à midiatização e à literatura expandida. O embasamento teórico fundamenta-se em autores como Ludmer (2007), Giselle Beiguelman (2021), Claus Clüver (2011), Elizabeth Lima (2015), Stig Hjarvard (2014) e Leonardo Villa-Forte (2019), cujas contribuições possibilitam compreender o diálogo entre literatura e mídia na cultura digital. Os resultados apontam que a literatura pós-autônoma não apenas incorpora elementos midiáticos em sua forma e conteúdo, mas também se reconfigura diante das transformações tecnológicas e comunicacionais, o que impacta diretamente a forma como os leitores acessam, interpretam e valorizam os textos literários na atualidade.








